Histórico

Origem


O passado do Colégio Cruzeiro está intimamente ligado ao da colônia alemã do Rio de Janeiro. A partir de 1840, cerca de mil imigrantes por ano, em sua maioria artesãos, estabeleciam-se no Rio de Janeiro atraídos pelos incentivos à imigração. No início, muitos destes imigrantes lutavam com dificuldades, o que levou à fundação do Deutscher Hilfsverein (Sociedade de Beneficência Allemã), em 23 de fevereiro de 1844.

Ressentiam-se estes imigrantes das dificuldades em proporcionar uma educação adequada aos seus filhos. A igreja executava esta função, mas cada vez mais a sociedade recebia solicitações para ajudar no pagamento das mensalidades devidas. Por isso, em 18 de agosto de 1862, 75 dos 78 sócios reunidos em Assembleia da Sociedade decidiram fundar a sua própria escola.

A Deutsche Schule


Nascia, assim, a Deutsche Schule (Escola Alemã), o atual Colégio Cruzeiro, que já em 1º de setembro de 1862 iniciava suas atividades numa casa alugada na Rua dos Inválidos, 64 B.

Contava, então, com 32 alunos sob os cuidados do Sr. Friedrich von Hagen, antigo oficial da Prússia, e da Sra. Dörfler. Em 18 de abril de 1863, o Inspetor Geral conferia o Título de Capacidade ao colégio.

Em 1864, foi transferido para a Rua dos Arcos, 21, e, em 1871, mudava para a sua primeira sede própria na Rua dos Arcos, 15. Em 1903, seguia para a Rua do Rezende, 114 e, finalmente, em 1912, chegava à Rua Carlos de Carvalho, seu endereço atual.

Ao festejar o seu cinquentenário, tinha 225 alunos e, em 2 de maio de 1912, inaugurava novo prédio de dois andares.

A partir de 1924, a escola se transformava em Oberrealschule (2º Ciclo do Secundário), concepção que aos poucos ia amadurecendo e, em 1931, levava os três primeiros alunos ao Abitur (Exame de Madureza).

Superados os problemas surgidos com a Primeira Grande Guerra, a situação se estabilizou rapidamente e, entre 1919 e 1926, o número de alunos dobrava de 222 para 451. Em consequência, em 1925, as instalações foram ampliadas, estendendo o prédio e acrescentando mais dois andares com salas e auditório.

Em 1929, foi adquirido o primeiro ônibus e, em 1932, foi instalado o Jardim de Infância. Durante anos uma fazenda em Pati de Alferes, cedida à escola pela família Kurt Gies, funcionava como Landschulheim (Colônia de Férias).

Quando, em 1933, as escolas passaram a ser registradas pelo Departamento de Educação da Prefeitura do Distrito Federal, a Deutsche Schule já era uma das mais antigas do Rio de Janeiro e recebia o Registro nº 3 deste Departamento. Tinha 630 alunos e, em 1938, chegava ao auge com 680 alunos.

A proposta educacional do Colégio sempre atraía alunos que não pertenciam à colônia e, assim, mesmo na época da Deutsche Schule, parcela relevante dos seus alunos não falava alemão.

Em 30 de novembro de 1939, a transformação da Deutsche Schule em Colégio Humboldt foi uma consequência da situação mundial. Logo após, sociedade mantenedora e escola foram nacionalizadas, passando um período sob intervenção do Governo Federal.

Fechada em agosto de 1942, já em março de 1943, a escola reabria com 240 alunos. Entretanto, para que pudesse sobreviver, parte do terreno teve que ser vendida. Felizmente, os seus Diretores Vera Goehrke e depois Eugênio Leite Borges e suas equipes conseguiam superar todos os desafios.

O Colégio Cruzeiro


Em fevereiro de 1943, o Colégio realizava os primeiros exames de admissão ao ginásio sob inspeção do Governo Federal e, em 1946, já sob a denominação Ginásio Cruzeiro, os primeiros alunos obtinham o certificado de conclusão do curso ginasial.

Em 1947, finalmente chegamos ao Colégio Cruzeiro, e a partir de dezembro de 1949 os alunos obtêm o certificado de conclusão da 3ª série do Curso Científico, habilitados, assim, para estudos superiores nas Universidades.

Em 1948, o ensino da Língua Alemã tinha sido reintroduzido como curso livre. Em julho de 1950, em obediência à determinação governamental, os sócios da Sociedade aprovaram novos estatutos, extinguindo assim a Administração Federal. Novamente o Colégio prosperava e, em 1959, chegava ao número recorde de 826 alunos. A partir daí, infelizmente, entrou em declínio, chegando a ter apenas 407 alunos em 1971.

Em 1º de março de 1964, o jovem professor Udo Adolpho Dengler, vindo de Porto Alegre (RS), iniciou suas atividades no Colégio Cruzeiro e foi nomeado Diretor, em 25 de maio de 1965, com o desafio de levar o projeto educacional do Colégio adiante.

Em 1965, a Língua Alemã volta a ser optativa e a SBH tem reconhecida sua Utilidade Pública. No ano de 1970, o estudo de Língua Alemã volta a ser obrigatório.

No ano de 1972, é fundada a Associação dos Amigos do Colégio Cruzeiro - AACC. Ainda em 1972, as atividades do “Cruzeirinho” passam a funcionar em Botafogo, onde permanecem até 1995.

A Língua Alemã tem cada vez mais destaque e é valorizada através de viagens artístico-culturais à Alemanha (1978 e 1982).

Neste mesmo período, começam a ser introduzidas as provas para certificação de proficiência lingüística. Os intercâmbios com escolas alemãs surgem e permitem viagens de estudo para aprimorar os conhecimentos dos alunos.

Em 1995, é inaugurado o novo “Cruzeirinho”. A Educação Infantil retorna de Botafogo e se integra às instalações dos demais segmentos no Centro.

Nos anos de 1990, fazem-se diversos investimentos na infra-estrutura: informática, laboratórios, ar-condicionado, refeitório.

A expansão do Cruzeiro


Em 1998, inicia a construção do Colégio Cruzeiro – Jacarepaguá. O planejamento arquitetônico e paisagístico se traduz em prédios amplos, procurando observar critérios ecológicos.

Com o início do funcionamento do Colégio Cruzeiro em Jacarepaguá, no ano de 1999, o Diretor Udo Dengler passa a dedicar-se exclusivamente à nova unidade.

O professor Valdir Rasche, Vice-Diretor desde 1996, assume, em 1999, a Direção do Colégio Cruzeiro – Centro. Neste mesmo ano, o professor Valdomiro Dockhorn assume a Vice-Direção.

Em 1999, o Colégio Cruzeiro – Centro amplia seu horário do Ensino Fundamental e inicia as aulas do turno da tarde.

A partir de 2000, importantes ampliações são feitas nas unidades Centro (aquisição do prédio da Record, novas salas de aula, de arte e de balé e ampliação do refeitório) e Jacarepaguá (novas salas de aula, portaria, biblioteca, piscina, ginásio), proporcionando melhorias para a realização do trabalho educacional.

Em 2003, o professor Valdomiro Dockhorn transfere-se para Jacarepaguá e o professor João Francisco de Lima assume a Vice-Direção na unidade Centro. Em dezembro de 2003, o professor Valdomiro Dockhorn e a professora Norma Benjamin Hoffmann assumem a Direção da Unidade Jacarepaguá.

Em dezembro de 2005, o professor Valdir Rasche encerra suas atividades no Colégio Cruzeiro – Centro. O professor João Francisco de Lima assume a função de Diretor e o professor Everton Augustin, a de Vice-Diretor. Em maio de 2008, a Vice-Direção passa a ficar a cargo do professor Egon Paulo Dreyer.

A partir de 2009, o professor Marcos Schupp passa a integrar a equipe de Direção da unidade Jacarepaguá como Vice-Diretor, em parceria com a professora Norma Benjamin Hoffmann.

Na unidade Centro, em 2009, o professor Egon Paulo Dreyer assume a Direção, tendo a professora Neuza Maria Bidóia de Oliveira como Vice-Diretora.

Em 2010, a professora Norma assume a Direção e o professor Marcos, a Vice-Direção da unidade Jacarepaguá. Dois anos depois, a equipe de Direção da unidade sofre nova mudança. Com a saída da professora Norma B. Hoffmann, a Direção passa a ser do professor Marcos Schupp, e a professora Ana Paula Ramos, então coordenadora do Ensino Médio, assume a Vice-Direção.

O ano de 2012 marca, na unidade Centro, a inauguração do elevador no Prédio Principal, uma antiga demanda da Instituição.

Em 2014, a unidade Jacarepaguá inaugura um novo prédio, que conta com salas de aula com equipamento multimídia, Biblioteca e um auditório, batizado em homenagem a um dos mais importantes pesquisadores da história, Alexander von Humboldt.

O Colégio Cruzeiro possui um compromisso histórico com a qualidade do processo educacional. Essa tradição se cumpre e se renova com um ensino de elevada qualidade, ministrado por professores competentes e atualizados, em diálogo criativo com a realidade histórica e presente.

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